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18 de janeiro de 2015

Resenha: Corra, Alex Cross

Esse livro é uma cortesia da Editora Arqueiro

Os livros de suspense policial de James Patterson raramente são sobre um único crime. Em Corra, Alex Cross, publicado no  Brasil pela Editora Arqueiro, temos três eventos em paralelo. Esse é um dos atrativos do autor, porque o leitor nunca está preso numa única história.

Alex Cross é Ph.D. em psicologia e trabalha há 20 anos na polícia. Experiente e bem treinado, ele sabe como a profissão pode arrastá-lo por dias na mesma investigação e nem sempre o resultado é o que ele esperava. E nem sempre uma prisão pode resolver o problema que algumas pessoas têm de viver em sociedade. Com os médicos Elijah Creem e Joshua Bergman foi exatamente assim: eles foram presos em flagrante e ao invés de isso trazer benefícios para a sociedade, só deu ainda mais trabalho para a polícia.

Já Ron Guidice acreditava ter todos os motivos do mundo para dar trabalho para Alex Cross. Sua esposa havia sido morta numa operação policial. E Alex Cross era quem estava no comando. Guidice então resolveu fazer da vida de Alex um inferno, a fim de fazê-lo pagar pelos crimes que achava que o policial havia cometido.

Além desse drama, Alex está com problemas em casa, pois está com a guarda de Ava, uma menor que perdeu a mãe e que ele agora tentava conseguir a guarda definitiva. O problema é que Ava era filha de uma viciada e a agora estava indo pelo mesmo caminho que a mãe. Por mais que Alex e Bree, sua esposa, tentassem ajudá-la, a garota mantinha uma distância que os incomodava e nem a atenção de Nana Mama, a avó de Alex, conseguia fazer com que Ava se sentisse amada por todos.


Sem perder o ritmo, o autor nos envolve em todas as histórias, fazendo-nos tirar conclusões que certamente não são as do desfecho. Rápido e envolvente, James Patterson se supera em cada livro, me fazendo mantê-lo na minha lista de autores favoritos.


4 de janeiro de 2015

Resenha: Bela Distração

Esse livro é uma cortesia do Grupo Editorial Record

Nem parece que faz quase 3 anos que o primeiro livro da Série Belo Desastre, de Jamie McGuire, foi publicado no Brasil. E a Verus Editora ouviu os fãs da família Maddox e deu continuidade à publicação dos livros. Aqui no blog, você pode ler as resenhas dos livros na sequência: 


Em Bela Distração reviveremos parte da história de amor de Abby e Travis e também conheceremos a história de amor de outro irmão Maddox: Trenton, que é igualmente tatuado e charmoso. 

Trenton conhecia Camile desde criança. Eles estudaram juntos. Atualmente ele trabalha como tatuador e mora na casa de seu pai. Abandonou a Universidade após um acidente que matou sua namorada. Camile trabalha num bar para pagar suas despesas com a faculdade. Seu namorado mora em outra cidade e eles passam vários meses sem se ver. Mesmo assim, Camile continua apaixonada e sonhando com o dia em que poderão ficar mais tempo juntos. 

Camile tinha planejado passar o fim de semana com seu namorado, mas mais uma vez ele desmarcou, devido ao trabalho. Sem ter o que fazer, ela decidiu ir ao bar que trabalha para relaxar e aproveitar o fim de semana de folga. E Trenton, que também estava lá e viu Camile, decidiu se aproximar com a intenção de serem amigos. Mas ser amiga de um Maddox não é tão fácil assim.

Camile resistiu o quanto pôde às investidas de Trenton. Ela tentou mesmo, mas ele foi insistente. Até convidá-la para trabalhar no estúdio de tatuagens ele convidou. Tudo para mantê-la por perto. E foi inevitável ela se apaixonar. A decisão de abandonar o namorado foi difícil, mas ela não conseguia mais esconder sua atração por Trenton.

Apaixonante como os outros livros da série, Bela Distração complementa as histórias anteriores e nos faz suspirar, imaginando o que a autora nos reserva na sequencia. 





16 de dezembro de 2014

Resenha: Um passo em falso



Esse livro é uma cortesia da Editora Arqueiro

Um passo em falso, publicado no Brasil pela EditoraArqueiro, é o sétimo livro da  Série Myron Bolitar Myron é um tipo de herói, engraçado e perspicaz, que depois de abandonar o basquete devido a uma lesão no joelho e o FBI, decidiu abrir uma empresa de agenciamento de atletas.

Ele tem como melhor amiga Esperanza, uma ex lutadora de vale-tudo conhecida como Pequena Pocahontas, que tornou-se seu braço direito na MB Representações Esportivas.

Win, seu amigo desde a faculdade, é um parceiro para suas aventuras. Apesar de representar atletas, as pessoas que o contratam sabem que Myron é muito mais. É o tipo de pessoa que se chama quando se está numa enrrascada. E Win, que assessora os cliente de Myron em seus investimentos, sempre dá o apoio necessário para que o amigo não morra.

Brenda Slaughter é filha do ex-treinador de Myron, Horace. Com 25 anos, ela estuda medicina e está na liga profissional feminina de basquete. Essa liga, que está prestes a ser oficializada, é cobiçada por várias empresas ligadas ao esporte.

Myron foi contactado por um dos patrocinadores de Brenda após o sumiço de seu pai, que era seu agente. Esse desaparecimento perturbou a atleta, que já tinha sido abandonada pela mãe aos 5 anos. Apesar de ter interesse em assumir o papel de agente de Brenda, Myron também ficou abalado com o desaparecimento de Horace, mesmo tendo 10 anos que eles não se falavam. E Brenda agora quer saber por que sua mãe, Anita, a abandonou 20 anos atrás.

Usando todo o seu charme e bom humor, Myron começa a procurar pistas e conversar com as pessoas ligadas a Horace e Anita, e isso envolve desde a família até o ex-empregador de Anita, que agora é candidato a governador.

Muitos segredos virão à tona, e quanto mais Myron procura, mais pessoas parecem ter envolvimento com esses desaparecimentos, desde mafiosos a policiais.


Como sempre acontece nos livros de Harlan Coben, o mistério é o ponto central do livro. E a forma como os fatos vão sendo narrados, fica impossível adivinhar quem são os culpados. E quando isso acontece, só temos um pensamento: como eu não percebi isso antes?




8 de dezembro de 2014

Resenha: O Leopardo



Esse livro é uma cortesia do Grupo Editorial Record

“Harry se viu apertando a mão do homem que ele havia acabado de concluir ser o mesmo que tinha assassinado cinco pessoas durante os últimos três meses.”(pag 245)
A sensação ao começar a ler O Leopardo, de Jo Nesbo, publicado no Brasil pela Editora Record, foi a de assistir Jogos Mortais. A riqueza de detalhes dos assassinatos logo nas primeiras páginas é impactante. Principalmente porque o assassino parece gostar do que faz. Na verdade, quando eu começo um novo livro de Jo Nesbo, eu quero ler cada palavra, com suas pausas e expectativas,-lentamente-, para apreciar sua escrita única.
O Leopardo conta a história de uma série de assassinatos que, como nos livros anteriores do autor, parecem não ter ligação nenhuma. Harry Hole é o personagem principal novamente, mas de forma nenhuma repetitivo ou enfadonho. Como sempre, ele parece buscar purificação por seus pecados, vivendo de forma quase humilde. Ser alcoólico com certeza é um fardo que ele carrega com o devido peso, arrasado e derrotado por saber que o vício é maior que sua força de vontade.
Após os desfechos do livro anterior, Boneco de Neve, Harry pediu afastamento da divisão de homicídios da polícia de Oslo e viajou para Hong Kong, onde substituiu o álcool pelo igualmente mortal ópio. Seis meses após a viagem, essa nova série de assassinatos, tão parecida com os anteriores, fez a polícia enviar Kaja, que também é policial, atrás de Harry, a fim de convencê-lo a voltar à Noruega. Usaram o subterfúgio da doença do pai, que está com câncer terminal, para incentivá-lo a voltar o mais rápido possível. Ele, resignado e curioso, volta à cidade e à polícia, a fim de ajudá-los a prender o criminoso.
A história dos crimes em si seria o suficiente para classificar o livro em excelente, pois o autor criou uma rede de coincidências e suspense ótimos, que ao mesmo tempo nos instiga a continuar e também a desejar que não acabe nunca. Mas o fato de falar minuciosamente sobre a personalidade de Harry, seu sexto sentido, as contradições de sua vida e as referencias musicais ao longo do livro, dão a sensação que estamos lendo dois livros: dos assassinatos e do policial alcóolatra. E é por isso que eu classifico o livro em excepcional. Tudo bem que o fato de ser suspense policial eleva as minhas expectativas, mas Jo Nesbo realmente é um escritor sem igual. E nesse livro em especial, está melhor ainda.
 “-Desculpe, chefe-disse Harry.- Fui longe demais.
- Foi. E na verdade, nem sei por que está implorando pela minha permissão, nunca achou isso importante antes.
- Pensei que seria legal você ter a sensação de que é você quem manda, chefe.”(pag 524)

“-Hum. Oystein?
- Sim.
- Por que eu e você ficamos amigos?
- Porque a gente cresceu junto, suponho.
- Só por isso? Um acaso geográfico. Nenhum companheirismo espiritual?
- Não que eu tenha notado. Pelo que saiba, a gente sempre teve só uma coisa em comum.
- E o que é?
- Ninguém mais queria ser amigo da gente.”(pag 593)


27 de novembro de 2014

Resenha: A pirâmide do café

Esse livro é uma cortesia da Bertrand Brasil

“...talvez a felicidade não dependa tanto daquilo que se tem, mas da capacidade de se resignar àquilo que não se tem.”(pag 37)
“A essa altura, Imi não tem palavras. Olha a senhora Haines e pensa que o mundo está cheio de pessoas inutilmente complicadas.”(pag 85)

A pirâmide do café, publicado no Brasil pela Bertrand Brasil, conta a história de Imi, que morou até os 18 anos em um orfanato em Landor, na Hungria. Uma cidade que é conhecida como a cidade dos órfãos, já que tudo gira ao redor do orfanato.
Seu maior sonho, após completar 18 anos e sair do orfanato, era morar em Londres, onde pretendia conseguir um emprego e se estabelecer na vida. Lynne, uma professora de tango que acolhe os órfãos quando eles vão para Londres, é sua bem-feitora nessa nova fase de sua vida. E também sua conselheira para assuntos complicados. Cheia de vida, ela adora dar festas até de madrugada, o que deixa sua vizinha Haines completamente maluca.
O primeiro emprego de Imi é numa grande rede de cafeterias. Com normas e manuais, ele acha que lá é o lugar perfeito. Seu jeito humilde e ingênuo o faz acreditar que nada pode ser melhor no mundo do que esse emprego. E ele pensa em como é abençoado por poder contar aos seus amigos do orfanato, através de cartas, tudo de maravilhoso que o mundo tem a lhe oferecer. Apesar das muitas regras que regem o lugar, ele percebe que é isso que o torna tão especial: não precisar se preocupar com o que fazer em determinas situações, pois tudo está esclarecido no Manual. E quando ele fica em dúvida, basta perguntar ao gerente.
Em sua pureza, Imi não percebe o que a maioria de seus colegas já sabem: eles trabalham muito e ganham pouco. Mas ele está tão focado em dar o seu melhor, que todo o resto parece insignificante.
Morgan, um jovem iraniano que trabalha numa livraria próxima à loja de café, cria laços com Imi imediatamente. Ele se comove com a inocência do rapaz e o convida para passear por Londres. A partir daí se forma uma grande amizade. E Morgan tenta mostrar para Imi um pouco da realidade da vida, apesar de não ter muito sucesso.
Através de Morgan, Imi conhece um pouco do mundo literário e fica empolgado com a idéia de saber que Morgan conhece uma escritora de verdade, que vive reclusa em seu apartamento. Ele até pede que Morgan leve um exemplar do livro dela para que ele leia e conheça um pouco de seu trabalho.
Quando Morgan encontra com a escritora, Margaret, lhe conta sobre esse novo amigo e sua pureza. Ela, cansada das coisas e das pessoas, tem interesse em um dia conhecer esse órfão.
Por mais empenhado que Imi seja, a vida não lhe sorri como ele gostaria e devido à sua ingenuidade, ele acaba tornando-se um inimigo para a gerente da loja. Ela, injusta e insensível, decide demitir Imi, sem uma explicação plausível.
Lynne e Morgan ficam transtornados com a notícia, pois Imi é um dos funcionários mais honestos e esforçados. Em seu desespero em ajudar o amigo, Morgan recorre a Margaret, a fim de ouvir algum conselho que possa mudar a situação do amigo. Ela, tocada pelo motivo da dispensa, resolve tomar uma atitude drástica, mas certeira o bastante para mudar a vida de Imi para sempre.
Inspirador, romântico e emocionante, A pirâmide do café fala de como os sonhos e decepções andam lado a lado. Fala também dos desejos e esperanças que cada um de nós acalentamos em nossos corações, além de mostrar como a realidade pode ser dura e também motivadora.



24 de novembro de 2014

Resenha: Perdido em Marte


Esse livro é uma cortesia da Editora Arqueiro

Nenhum ser humano pisou em Marte até hoje. A primeira expedição prevista para o planeta será somente em 2018, e será um reality show, segundo a Revista Galileu. Absurdos à parte, não podemos negar que o autor Andy Weir foi bem sucinto ao escrever o livro Perdido em Marte, lançamento de novembro da Editora Arqueiro. Eu não entendo nada de viagens espaciais, não me interessava pelo assunto, mas não posso negar que após ler esse livro, me interessei um pouco. Recentemente li uma matéria sobre uma garotinha de 9 anos que se prepara para uma missão em 2030, organizada pelo governo americano. Isso tudo parece bem surreal, porém, bastante envolvente.
Mark Watney viajou com mais seis astronautas para Marte. Eles tinham a missão de coletar alguns materiais, a fim de verificar como era o planeta. Foram muitos dias até chegar lá e foi frustrante quando a viagem foi interrompida por uma violenta tempestade de areia. Devido aos ventos de 175km/h, a NASA decidiu interromper a missão e trazê-los de volta à Terra. Só que durante o retorno à nave, Mark foi ferido e perdido de vista. Após algumas checagens, seu equipamento deu a entender que ele estava morto. A comandante Lewis, chefe da missão, relutou em deixar seu corpo para trás, mas não tinham como encontrá-lo naquela ventania de areia.
Mark acordou quando seus equipamentos estavam apitando enlouquecidamente. E não foi nenhum pouco agradável perceber que tinha uma antena enviada em seu corpo, e conseqüentemente, em seu traje. Engenheiro mecânico e botânico, ele pensou rápido em como sair daquela situação. E conseguiu. Só não esperava que ele fosse a única pessoa por ali.
Passado o choque, ele voltou para o habitat-um tipo de casa- que havia ficado para trás e lá começou a bolar uma forma de sobreviver até a próxima equipe voltar ao planeta, dalí há 4 anos. Até para um cara otimista como ele, isso era um pouco demais. E nem tinha comida e água para tanto tempo. Muito menos comunicação para falar que estava vivo, já que o equipamento estava na nave que foi levada com o restante da tripulação.
São alguns capítulos até que Mark finalmente pensa em como sobreviver, coloca seu plano em prática e finalmente é percebido pela equipe da NASA que está na Terra, através dos satélites. E então começa a corrida dos maiores engenheiros e projetistas para fazer com que Mark permaneça vivo pelo tempo suficiente para ser resgatado.
Apesar de algumas palavras complicadas e termos técnicos, o autor fez um ótimo trabalho para prender o leitor. Com o humor de Mark, sua mente sarcástica e seu jeito irreverente, as páginas vão passando e o leitor só fica ainda mais ansioso em saber como será o resgate.
Misturando química, ficção científica e realidade, temos um ótimo livro, que virará filme em 2015, tendo Matt Damonn como ator principal!

21 de novembro de 2014

Resenha: Indo longe demais


Esse livro é uma cortesia do Grupo Editorial Record

Uau! Que livro estonteante! Indo longe demais, publicado no Brasil pela Editora Record, conta a história de Emily,uma mulher de 30 anos, casada com Ben, que decidiu fugir numa manhã de maio. Ela abandonou sua casa, seu marido e sua família, e mudou-se para Londres, anônima, tentando ser uma nova pessoa. Durante todo o livro, não dá pra saber o que motivou Emily a abandonar sua vida e tentar uma nova, e isso só estimula o leitor a acelerar a leitura. Os capítulos são alternados entre seu presente incerto e a história de seu passado, de como conheceu seu marido e muito sobre sua infância.  
Emily tinha uma irmã gêmea idêntica, Caroline, e durante toda a sua vida testemunhou os ciúmes da irmã, as tentativas da mãe em não mostrar preferência por ela, e a degradação do pai, que não conseguia ser fiel à esposa e vivia em busca de aventuras fora do casamento. Discreta, ela sempre fez o que pôde para não irritar a irmã e deixá-la ser o centro das atenções. E justamente por isso, quando conheceu Ben, ela não percebeu que ele também se interessou por ela.
Apesar de trabalharem na mesma empresa, demorou três meses, após se conhecerem, para que eles se esbarrassem novamente. Insegura, Emily, por fim, decidiu enviar um email para ele, que lhe telefonou assim que o viu. Era tudo o que Ben também desejava: poder revê-la novamente. Foi natural que eles combinassem tanto. E mais natural ainda quando decidiram se casar. Em meio aos problemas na família de Emily, Ben tornou-se um companheiro incrível, compreensivo e amoroso. E eles se sentiram completos quando o primeiro filho chegou. Era uma felicidade tão assustadoramente perfeita, que Emily não desejava mais nada.
E então, por que ela abandonou tudo isso???Sim, é o grande mistério do livro. E é sensacional. Passei todos os capítulos tentando entender o que poderia ter feito Emily se afastar da família, mas não tem como imaginar o que aconteceu. Principalmente porque a autora nos engana muito bem. Sua narrativa é tão envolvente que não dá para largar o livro até terminar a última linha. E o desfecho é surpreendente e emocionante!


18 de novembro de 2014

Resenha:Trono de vidro 2: Coroa da meia-noite


Esse livro é uma cortesia da Galera Record

Desculpa Eve e Roarke, mas tenho um novo personagem preferido de 2014: Caelena Sardothien. Sim, a Assassina de Adarlan. Sei que é um contrassenso, já que estão em lados opostos da lei, mas ambas têm em comum um senso de justiça bem entranhado em suas vidas.
Caelena foi retirada das minas onde era escrava e levada à uma competição pelo rei de Adarlan, onde o objetivo era encontrar um assassino para executar as mortes das pessoas que ele considerava ameaça a seu império. Apesar de ter somente 19 anos, ela estava preparada para enfrentar os bandidos mais violentos e cruéis. É claro que nem sempre ela foi assim, perigosa, mas tem uma história peculiar e surpreendente.
Após vencer o torneio, se cumprisse sua missão, em dois anos ela seria uma pessoa livre. E era só nisso que a assassina pensava. Ela não queria amigos, não queria se apaixonar, não queria se envolver em nenhum relacionamento que tirasse seu foco, mas quando ela foi oficialmente declarada ganhadora, além de receber ordens para matar, ela também começou a criar laços com as pessoas que estavam no castelo.
Com o comandante da guarda, Chaol Westfall, ela deveria ter somente treinamentos. Com Dorian, o príncipe herdeiro, ela deveria ter somente respeito. Com a princesa Nehemia, ela nem deveria ter contato. Mas nenhuma dessas coisas aconteceu como deveria. E por causa deles, agora Caelena quer muito mais que liberdade- quer justiça. E apesar da incumbência de ser leal ao rei, Caelena fará tudo à sua maneira.
Quando o rei a enviou para desmantelar um grupo que se formava para destituí-lo do poder, nunca imaginou que ela se tornaria aliada de seus inimigos. Após a ajuda do espírito da rainha Elena- morta há muitos anos-, durante a competição que a consagrou vencedora, Caelena criou um laço com a rainha. E foi com a ajuda dela que Caelena descobriu que forças malignas e ocultas estavam por trás dos avanços das tropas do rei.
Agora, seu maior desejo é trazer liberdade para todo o povo sofrido e escravizado. Mas quem poderia condená-la, já que seus sentimentos por seus novos amigos é o que mais a motiva a lutar por justiça?
Trono de Vidro 2-Coroa da meia-noite, publicado no Brasil pela Galera Record, não era para ser um dos livros mais esperados de 2014. Ele é literatura fantástica, meu último gênero da lista. Mas, surpreendentemente, essa série me prendeu completamente. Talvez pela heroína ser uma matadora, ou apesar disso, mas eu fiquei esperando esse livro ansiosamente, assim como agora espero os próximos. No fundo sei que o que mais espero é saber se Caelena se renderá ao amor, mas acima de tudo, anseio pelo desfecho de seus planos para libertar o povo da tirania do rei.

11 de novembro de 2014

Resenha: Twittando o amor


Esse livro é uma cortesia da Editora Novo Conceito

Quando o livro que Abby escreveu -despretensiosamente- fez um sucesso estrondoso, ela nem acreditou que fosse tão fácil assim tornar-se escritora. Estar na lista dos mais vendidos quando você escreve um livro mais para você que para os outros é o sonho de todo aspirante a escritor. E ela conseguiu isso com seu “Tempo para esquecer”. Um contrato substancial para o segundo livro foi fácil, mas não foi assim tão fácil transcrevê-lo para o papel. O maldito capítulo 6 ficava lá, piscando na tela, mas nada acontecia nas horas em que Abby ficava sentada tentando escrever.
Foi uma surpresa agradável a notícia de que teria uma tarde de leitura de seu livro numa livraria da cidade. Tinha algum tempo que isso não acontecia e Abby ficou até nervosa esperando esse momento. Não ter ninguém esperando para ouvi-la foi decepcionante. Mas mais ainda foi quando a gerente da livraria lhe pediu para vestir a fantasia de um coelho e substituir a outra escritora que estava agendada para o mesmo dia e não conseguiu chegar a tempo. As crianças estavam inquietas esperando o coelhinho Biff. Abby ficou balançada, pensando em como as crianças ficariam traumatizadas se não realizassem esse sonho. Lá foi ela então, ser apalpada e agarrada por mãozinhas desesperadas em conhecerem o animalzinho.
Quando chegou em casa, desanimada e desamparada, encontrou um email de sua agente literária que lhe pediu para acessar a conta do twitter que ela tinha criado, numa tentativa de fazer Abby ficar mais próxima de seus leitores e de volta à lista dos mais vendidos. Receosa a princípio, Abby começou a "navegar" e logo percebeu que poderia ser um “lugar” que a faria ter novas idéias e talvez até ajudá-la a terminar seu livro.
Mark Baynard, com seu senso de humor e jeito extrovertido de escrever, conquistou a atenção de Abby imediatamente. No mundo virtual ele pareceu a companhia perfeita para as horas que ela passava tentando dar andamento ao seu livro. E depois da decepção que foi seu último relacionamento, Abby se viu sonhando com um novo amor.
O problema das redes sociais é que nem tudo é o que parece. E Mark, apesar de ser um cara sensacional, estava passando por momento difícil em sua vida. Por esse motivo ele contou muitas histórias para Abby e depois teve que desmenti-las, quando, por fim, ele percebeu como ela estava envolvida.
Abby, por outro lado, não se conformava que esse relacionamento tão promissor estava fadado ao fracasso. E ela estava disposta a levar até o fim a máxima " na alegria e na tristeza".
Twittando o amor, publicado no Brasil pela Editora Novo Conceito, é uma história engraçada e romântica. Apesar do assunto de relacionamento pela internet ser algo sério, ao qual deve-se ter cuidado, a autora soube transcrever com suavidade e humor esse relacionamento encantador e exemplo de amor e superação,


7 de novembro de 2014

Resenha: A última vítima

Esse livro é uma cortesia do Grupo Editorial Record

A última vítima é o 13º livro da autora Tess Gerritsen e o 10º da série Rizzoli & Isles, publicado no Brasil pela Editora Record. Jane Rizzoli é detetive da divisão de homicídios da polícia de Boston. A Dra Maura Isles é a médica legista. Elas tornaram-se amigas e , juntas, desvendam crimes e assassinatos num mundo predominantemente masculino.
Quando Jane foi chamada, em seu dia de folga, para investigar um caso violento, se sentiu frágil ao perceber que ela teria que conversar com um garoto de 14 anos, Teddy Clock, que sobreviveu ao massacre de sua família adotiva. Há dois anos a família de Teddy havia sido morta num atentado, enquanto desfrutavam de férias em um barco. Isso chocou Jane profundamente. Era muita coincidência o garoto sofrer o mesmo tipo de crime duas vezes.
Com medo que o assassino voltasse, ela decidiu enviar o garoto para Evensong, uma escola de um conhecido, isolada e própria para cuidar de crianças que sofreram o mesmo tipo de trauma. Nessa mesma escola estuda Julian, um adolescente que Maura e Jane resgataram de um vilarejo no qual ficaram presas ao desvendar uma série misteriosa de crimes. Com a morte da família de Julian, Maura decidiu tornar-se sua tutora até que o Estado decidisse o que fazer com o garoto. Maura, inclusive, foi para o lugar para passar algumas semanas, a fim de acompanhar o desenvolvimento de Julian. Com Maura em Evensong, Jane terá alguém para mantê-la informada sobre a interação de Teddy com os outros alunos.
Lá, Teddy mantém seu jeito tímido e reservado, mas ao conviver com os outros garotos, descobre que dois deles sofreram as mesmas perdas. E quando uma série de eventos estranhos também acontece na propriedade da escola, Jane tem certeza que quem tentou exterminar os garotos irá até o fim.
Mantendo um ritmo de mistério que dura até as últimas páginas, a autora mais uma vez nos faz imaginar possíveis desfechos, mas nenhum deles chega perto do final surpreendente. Certamente foi por isso que as histórias deTess Gerritsen transformaram-se na série de TV Rizzoli & Isles, inspirada em seus personagens.

3 de novembro de 2014

Resenha: Um amor de cinema


 Esse livro é uma cortesia da Verus Editora

É difícil encontrar alguém, que, pelo menos uma vez na vida, não tenha se emocionado ao assistir um filme. Pode ser pelo romance em si, pelas tragédias ou pelos sonhos, sempre nos identificamos com alguma história. E , às vezes, não é porque a história nos faz lembrar de algo, mas sim porque sonhamos que aquilo possa ser realidade em nossas vidas.Com Kenzi foi assim.
Ela estava com 29 anos e tinha sido pedida em casamento por seu namorado, Bradley. Eles trabalhavam juntos e ele parecia perfeito para ela. Pensavam em se casar em breve e em ter filhos logo em seguida. Sua família o adorava. Mas Kenzi sempre achava que, por mais que se esforçasse sua vida não era como ela realmente queria e merecia. Fanática por filmes, ela queria um amor como o dos filmes, onde a mocinha era conquistada diariamente. Que fosse desejada incontrolavelmente.
Quando Shane, seu ex-namorado do tempo da faculdade contratou a agência em que ela trabalhava para dar andamento a um projeto que ele desenvolveu, foi como uma facada na barriga. Ela sentiu novamente toda a mágoa e tristeza de quando descobriu que ele a tinha traído. Foi um baque perceber como ele ainda a balançava. Mas Shane tinha uma condição -que disse só para ela-, para que ele contratasse a agência para o trabalho: que ela vivesse com ele a cena de dez comédias românticas. Na verdade, o que ele mais queria era que ela trouxesse à tona aquela garota que por quem ele se apaixonou: impulsiva e apaixonada pela vida.
Resistente no início, Kenzi pensou em tudo o que poderia acontecer quando eles começassem a se encontrar. Como ela faria para perdoá-lo, depois de todo sofrimento pelo qual passou? E como faria para resistir ao homem que ele se tornou?
Inspirada e atormentada, Kenzi descobre várias coisas sobre as pessoas que ela ama. E o mais importante é que todas elas a invejam por parecer tão decidida e feliz, quando ela mesma achava que sua vida era um drama.
Um amor de cinema, publicado no Brasil pela Verus Editora, é certamente um dos livros mais lindos que li esse ano. Emocionante, hilário e inspirador, nos faz desejar ter um amor tão profundo como o dos personagens. Os filmes certamente deram todo o charme ao livro. E ele certamente deveria virar um filme!
A lista dos 10 filmes citados no livro!


30 de outubro de 2014

Resenha: Louco por você

Esse livro é uma cortesia da Editora Novo Conceito

Nell e Kyle são amigos há 16 anos, ou seja, desde que eram bebês. Eles nunca tinham pensado em deixarem de ser amigos para serem namorados, até que Nell foi convidada por um colega para sair. Kyle ficou enciumado e a partir daí descobriram que eles, além de amigos, seriam namorados. Foram dois anos incríveis! Apesar de jovens, eles se amavam e se respeitavam, além de desejarem passar o resto das vidas juntos.

Tudo parecia perfeito demais, até que um acidente infeliz tirou a vida de Kyle e Nell sentiu como se morresse junto com ele. Sentia-se culpada por sua morte e passou a se torturar, pensando em como as coisas poderiam ser diferentes.

Nell nem se lembrava como era Colton, o irmão de Kyle. Já tinha um tempo que ele tinha ido embora de casa e eles nunca falavam dele. Foi uma surpresa vê-lo no velório. Seu jeito rebelde e seus braços tatuados eram o oposto do irmão mais novo, mas Nell sentiu uma conexão muito forte.

Dois anos depois da morte de Kyle, Nell encontra Colton tocando violão nas ruas de Nova York. Surpresa, ela sente reascender a atração que sentiu por ele. É um desejo tão intenso que parece que Colton a entende, só de olhá-la. Ela se culpa, mas quem pode recriminá-la, quando eles têm tanto em comum?

Envolvidos pela perda e pelo amor, Colton e Nell unem-se na tentativa de superar o insuperável. Ele quer que ela coloque pra fora toda essa culpa e tristeza, mas Nell é incapaz de ver que só assim conseguirá viver.

Louco por você, publicado no Brasil pela Editora NovoConceito, é um romance lindo, com tragédias e segundas chances. É a prova que só o amor é capaz de transformar nossas vidas quando isso parece impossível, e de nos tornar mais fortes, mesmo quando a culpa nos sufoca.

Pra que não sabe, ou não percebeu, os livros da Novo Conceito vem com essas tags na parte de trás, informando qual tipo de literatura encontraremos. É muito amor!



27 de outubro de 2014

Resenha: Por onde você anda?


Esse livro é uma cortesia da Editora Record

Tive mais uma surpresa esse ano, ao ler pela primeira vez um livro da Mary Higgins Clark. Por onde você anda?, publicado no Brasil pela Editora Record, é o tipo de livro que você não quer parar até terminar. É um suspense policial incrível, com um desfecho imprevisível.

Mack desapareceu há 10 anos, porém, todo dia das mães ele liga para sua mãe, dizendo basicamente que está tudo bem; que ela não precisa se preocupar com ele. Carolyn, sua irmã, acompanha aflita, ano após ano, essa angústia que é esperar esse telefonema. Nem elas e nem ninguém ligado à família consegue entender porque um jovem que tinha tudo para ter uma vida sensacional, resolveu desaparecer do nada.

O último telefonema foi o estopim para fazer Carolyn intimar o irmão: ou ele aparecia e acabava com aquele sofrimento de uma vez por todas ou ela faria tudo o que fosse possível para encontrá-lo. No dia seguinte o tio de Carolyn recebe um bilhete, que supostamente foi deixado por Mack na igreja em que ele era responsável, dizendo que ela não devia procurá-lo. Isso só motivou a irmã a traçar um plano e dar início à sua busca.

Primeiro foram os policias que trataram do caso na época do desaparecimento. Depois foram as pessoas que estavam próximas ao irmão quando ele sumiu, incluindo os responsáveis pelo prédio em que ele vivia. Elliot Wallace, um amigo da família, que ficou responsável por cuidar das finanças depois que o pai de Carolyn morreu, também falou o que se lembrava. Carolyn tentou de tudo, mas todos pareciam esconder algo. Eram sempre muito superficiais e evasivos. Seu último recurso foi o detetive particular que seu pai contratou na época. Esse sim estava disposto a fazer o que pudesse, pois se sentia em dívida com o falecido pai de Carolyn.

Quando uma jovem desaparece ao voltar para casa de um bar e a próxima notícia que se tem é que ela ligou para o pai avisando que ligaria novamente no dia das mães, Mack é considerado pela polícia o principal suspeito pelo sumiço da garota. Mesmo estando ele próprio desaparecido, a polícia retoma as buscas e agora querem encontrá-lo para prendê-lo.


Com as novas descobertas de Carolyn e a constatação de que tudo gira em torno do desaparecimento do irmão, o detetive particular e a polícia se unem para desvendar esse que parece um dos casos mais difíceis dos últimos tempos. Só quando investigam e interrogam novos personagens é que percebem que a verdade está bem próxima e pode ser mais surpreendente do que todos esperavam.






14 de outubro de 2014

Resenha: O sexto homem


Esse livro é uma cortesia da Editora Arqueiro

Eu adoro ler um livro de um autor que nunca tinha lido e ficar completamente apaixonada por ele. Aconteceu com Michael Connnely, JammesPatterson, Lee Child e agora com David Baldacci.

O sexto homem, publicado no Brasil pela Editora Arqueiro, é o sexto livro do autor publicado pela editora. Daí você já entende que certamente é sensacional.

Peter Bunting tornou-se um homem rico ao vender tecnologia de segurança ao governo americano. Depois do 11 de setembro, o governo ficou disposto a pagar qualquer quantia para que um desastre como o das Torres Gêmeas não acontecesse novamente. Bunting treinou homens com a inteligência super elevada a analisar informações de diversos satélites, espiões e correspondentes ao redor do mundo, a fim de identificar possíveis ataques que estavam sendo tramados contra os EUA. Esses homens eram classificados por números. Ele encontrou um E-Cinco, como ele denominou, que era o máximo de inteligência que ele tinha descoberto até aquele momento. 

Sean King e Michelle Maxwell são detetives particulares, ex-funcionários do serviço secreto. Foram contratados por Ted Bergin, advogado, ex-professor de Sean, para ajudá-lo a defender Edgar Roy, um funcionário da Receita Federal que foi acusado de assassinar seis pessoas e enterrá-las em seu celeiro. Após ser levado para uma prisão de segurança máxima, Edgar se fechou para o mundo e não fala com ninguém, nem mesmo com seu advogado. Contratar Sean e Michelle foi uma tentativa desesperada de inocentar um homem que nem mesmo quer falar.

Quando os detetives estavam chegando ao local de encontro com Ted, descobrem que ele foi assassinado com um tiro na cabeça. Surpresos, decidem levar adiante a investigação e solicitam a ajuda da advogada iniciante que trabalhava com Ted. Mesmo não sabendo quase nada sobre o caso, Megan se propõe a ajudá-los. Agora são dois casos: o de Egdar e o de Ted.

Sean e Michelle têm estilos de abordagens diferentes, porém, ambos são treinados e sabem que tem algo muito errado por trás da morte do advogado. Os indícios apontam que o ele foi morto por alguém que conhecia, mas como Sean há muito não tinha contato com Ted, não sabe quem são as pessoas mais próximas e que poderiam dar pistas do que aconteceu. A situação piora quando a secretária que trabalhava com Ted também aparece morta. Agora as suspeitas dos detetives aumentam ainda mais.

O fato do FBI estar cuidando tanto do caso de Edgar quanto o de Ted cria uma nova linha de investigação, e Sean e Michelle ficam ainda mais preocupados quando eles mesmos viram alvo de atentados.

Edgar, na verdade, possui uma inteligência única e participava de um programa do governo para identificar possíveis ataques aos EUA. A disputa , ganância e jogos políticos entre empresas do ramo de tecnologia e defesa acabaram por superar o bem da Nação, a ponto de colocarem o maior estrategista do governo norte-americano atrás das grades.  Mesmo com todos os percalços, Sean e Michelle encontram pistas e vão aos poucos descobrindo quem está por trás desse esquema e contarão com a ajuda de conhecidos e novos parceiros, a fim de fazer justiça.

Os segredos da CIA, FBI e da Inteligência Americana ficarão expostos. Nem mesmo o governo poderá impedir que a justiça seja feita e os culpados punidos. Num suspense cheio de adrenalina e reviravoltas, fica impossível escolher em qual lugar da minha lista de preferidos David Baldacci ficará.


1 de outubro de 2014

Resenha: Recordação Mortal

Esse livro é uma cortesia da Bertrand Brasil

 “Eve pensou, cega de amor, que havia, realmente, um lar para onde ela sempre poderia ir.”(pág. 263)

"-Ela não é a mulher que eu teria escolhido para você.
-Ora....-Com uma risada, Roarke deu uma mordida no cookie-E como eu sei disso
-Mas ela é a mulher certa para você. A mais perfeita, a única.- O sorrido de Summerset surgiu com descontração. –Apesar ou por causa de seus muitos defeitos.”(pág. 399)
O Natal de 2059 será o segundo que Eve e Roarke passarão juntos como marido e mulher. Ela, tenente da divisão de Homicídios da Polícia de Nova York. Ele, milionário intergaláctico. Uma união improvável, muitos diriam, mas para ambos, é a união perfeita. Talvez pelo histórico de violência sofrida na infância ou apesar disso. Ninguém sabe ao certo o que ele viu nela, mas Roarke não tem dúvidas que sua vida começou a fazer sentido depois que a conheceu. Eve sente o mesmo, e às vezes duvida do amor de um homem tão perfeito.

Em 2059 Nova York está ainda mais populosa. No Natal, então, os turistas e moradores vão aos bandos para as ruas a fim de encontrar os presentes perfeitos. Tudo o que Eve quer é que esse período termine, para que o trabalho fique menos estressante. E as coisas só pioram quando Trudy Lombardi, ex-tutora provisória de Eve, da época que em que ela era uma criança, aparece na Central de Polícia onde Eve trabalha para retomar os laços do passado. Completamente desestabilizada pela visita inesperada, Eve fica chocada e revoltada com a audácia da mulher. Suas lembranças da infância, que ela tenta manter escondida num lugar bem distante, voltam com toda força, fragilizando a tenente e aborrecendo Roarke, que sabe como essas recordações são péssimas.
Roarke entende a mente das pessoas gananciosas e pressente que logo Trudy o procurará a fim de receber alguma “recompensa” pelo tempo em que se “dedicou” à criação de Eve. E quando ela surge em seu escritório ele a enxota e avisa que a mulher nunca mais deve incomodá-los.
Trudy tem um plano: ela quer dois milhões de dólares, e para conseguir essa soma, pensa em chantageá-los. O que não imaginava é que alguém queria se vingar dela e pôr fim a sua vida.
Eve, quando decide procurar a mulher para lhe falar algumas verdades, descobre que ela foi assassinada. Poderia ser um alívio, mas Trudy entra para a lista de mortos que a tenente irá cuidar. Começa então a investigação minuciosa para encontrar o culpado pelo crime. Não é surpresa nenhuma para Eve encontrar outras mulheres que no passado ficaram sob a tutela de Trudy e foram chantageadas em algum momento. Um esquema de investigação é montado e a parceira de Eve, Peabody, os detetives McNab, Feeney e o próprio Roarke correm contra o tempo para encontrar o assassino. Eles querem passar um Natal tranqüilo, mas não será como imaginavam.
Enquanto Eve tenta arrancar alguma pista do filho e da nora de Trudy, o restante da equipe busca evidências de que o assassino buscava vingança.
Não será um caso fácil, pois Eve continua abalada com as lembranças do passado. Suas dúvidas e receios sobre o amor fazem com que ela busque ajuda na médica especialista da polícia, que tornou-se sua amiga, Dra Mira.
Quando sua mente finalmente fica focada, ela descobre que o assassino está bem próximo e ela dará a cartada final a fim de pegá-lo.
Recordação Mortal, publicado no Brasil pela Bertrand Brasil, é o vigésimo segundo livro da série publicado por aqui. Nos EUA são 38, além de contos intercalados. É uma das minhas séries prediletas, pois mescla romance com suspense policial.  A única coisa que me deixa triste é que ainda não fizeram uma série televisiva inspirada nos livros. Tenho certeza que seria perfeita!

 

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